Chegas silencioso, mas de olhar decidido e um sorriso matreiro que me arrepia. Puxas-me para ti, enlaças-me pela cintura e eu sinto o meu peito pressionado contra o teu. Com a tua boca encontras a minha e num beijo ardente e ansioso declaramos o desejo mútuo. Pressionas os teus lábios contra os meus e a minha língua procura a tua como se de uma dança frenética se tratasse. Enquanto recupero o fôlego passas os teus lábios ao de leve sobre os meus, roçando suavemente, molhando, desarmando qualquer hesitação que ainda persista.
Enquanto me beijas o pescoço vais-me contornando, até ficares por trás de mim. Rodeias-me com os teus braços e sentes-me o peito. De forma delicada mas firme guias-me até à parede, contra a qual me empurras. As tuas mãos sofregas procuram-me por debaixo da roupa. Apertas-me os seios e sentes entre os dedos os bicos rijos, sedentos de ti.
Neste momento tens-me na tua mão, expectante, com uma excitação crescente que me deixa doida. Sinto os teus dedos percorrerem-me o corpo em busca dos pontos mais sensíveis ao mesmo tempo que me tiras a roupa. Cada vez mais sedenta de ti empino o meu corpo e sinto-te contra mim, o calor do teu corpo que quero sentir dentro de mim.
Fico assim nua, de mãos na parede. Ajoelhas-te e acaricias-me a pele suave das coxas. Abro ligeiramente as pernas num convite tímido. Tu não tens pressa em subir e, propositadamente, demoras-te em carícias, aumentando o meu desejo, vendo a excitação húmida apoderar-se de mim. Impaciente, arqueio as costas convidando a outros avanços. As tuas mãos percorrem-me a barriga e as costas, descendo levemente, mas sempre contornando o centro de prazer.
Volto a acentuar o convite arqueando ainda mais as costas. Continuas a brincar com os teus dedos na minha pele, beijando o interior das coxas e as nádegas, quando, não aguentando mais, me chego para trás de encontro à tua boca, e solto um gemido intenso ao sentir a tua respiração contra mim. Beijas-me "como se de uma boca se tratasse" e o calor da tua boca e a tua língua húmida levam-me à loucura. O sangue ferve-me nas veias, a pele arrepia-se e tu, adivinhando um orgasmo, invades-me com os teus dedos que me penetram compassadamente, ao ritmo dos meus gemidos. Acompanho os teus movimentos com um ondular de ancas e é nesta altura que tenho o meu primeiro orgasmo que me deixa de pernas trémulas, ofegante. Mas nunca poderíamos ficar por aqui...
Levantas-te e sinto que tiras as tuas roupas. Encostas-te a mim e o calor do teu corpo deixa-me inebriada e sinto que me procuras. Ajeito as ancas pedindo que entres dentro de mim ao mesmo tempo que as agarras e me penetras lentamente, deixando-me saborear-te pouco a pouco. Uma união calma, que esconde um desejo animal que em breve será impossível de esconder. Olho sobre o ombro para ti e, num sinal para aumentar o ritmo, finco os pés e arqueio as costas uma última vez... Possuis-me com firmeza, em investidas quase violentas, enquanto com uma mão procuras segurar-me pelo cabelo... a união frenética do corpo.
Ouves os meus gemidos, cada vez mais intensos, ao mesmo tempo que a tua respiração ofegante me deixa cada vez mais desnorteada. Venho-me com um grito de prazer e todo o meu corpo estremece, sinto-me atordoada com a intensidade. Também tu te sentes mergulhado numa dança de prazer e pressionando o teu corpo contra o meu, explodes numa última investida.
Relaxas sobre as minhas costas. Separamo-nos, viras-me para ti e beijamo-nos, enquanto sentimos os corpos acalmar.

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