Thursday, January 26, 2012

Voyeur


Sento-me no sofá ao canto da sala enquanto os convidados se espalham pela divisão, conversando, bebendo um copo. Ouço risos, sussurros. Olhares cúmplices denunciam desejos. Uma música sensual de fundo embala os corpos num ritmo quente. As inibições desaparecem e levam consigo as roupas, deixando no seu lugar a luxúria e a sede de prazer. Os corpos entrelaçam-se sob os meus olhos numa dança frenética que me aquece o corpo e faz a mente fervilhar. Estou sozinha e afastada, mas é como se estivesse a ser tocada pelos dedos, línguas, membros, de todos os presentes. Estou hipnotizada pelos movimentos e não consigo desviar o olhar. Cada gemido, cada grito, fazem-me viajar...

É fantasia... mas bem que podia ser realidade!

Tie me up


"Tie me up and make me scream out loud
Tie me up and tie me down
Tie me up, tie me inside out
Just turn me on and come around"

(Doro - Tie Me Up)

Dá-me mimos...


Amanhecer


Wednesday, January 25, 2012

Steamy Meeting Point


Abriu há relativamente pouco tempo uma sauna mista em Lisboa... APOLO56.

Algum feedback, por aqui?

In your room



"In your room
Where souls disappear
Only you exist here
Will you lead me to your armchair
Or leave me lying here
Your favourite innocence
Your favourite prize
Your favourite smile
Your favourite slave"

(Depeche Mode - In Your Room)

A friend's courtesy


Gotta love the red hand prints on her ass!

Double pleasure!


"Wanting, needing, waiting
For you to justify my love"

(Madonna - Justify My Love)

Monday, January 23, 2012

Sensation play


Olhas-me do outro lado da sala... nossos olhares cruzam-se e a dureza dos Teus olhos faz-me desviar os meus, que timidamente me desmascaram. Sabes que me atrais e que despertaste em mim a curiosidade de saber como seria estar entregue às Tuas mãos.

Aproximas-Te e em jeito de brincadeira acabo por aceder a que me algemes. Fico nervosa e a voz falha-me quando tento dizer que sim, que aceito entrar no "jogo". 

Deitas-me na marquesa, de barriga para cima e mãos algemadas atrás das costas e prendes-me os tornozelos a uma spreader bar. As algemas magoam-me os pulsos e sinto-me vulnerável, mas de uma forma estranhamente confortável. O meu peito arfa sob o corpete e reparas que estou nervosa. Tocas-me suavemente, transmitindo calma, e sinto que posso confiar em Ti. 

O silêncio na sala é quase total, apesar dos vários presentes. Todos sabem que é a minha primeira vez, mas eu continuo um pouco nervosa... nunca estive assim diante de tanta gente. O Dono da casa vai buscar uma máscara de cabedal que me é prontamente colocada. Tem apenas dois furos no nariz, por onde consigo respirar, e acabo por acalmar, sentindo que ao ter o rosto coberto, me escondo dos olhares dos outros.

Deixo-me levar e tento concentrar todos os meus sentidos na minha pele, já que seria ela quem me transmitiria sensações. 

Tocas-me com uma pena... braços, pescoço, decote, pernas... sinto-Te a levantar a saia e o instinto/vergonha leva-me a fechar as pernas... mas a barra não deixa, restando-me respirar fundo e sentir. Passas suavemente com a pena no interior das coxas e estremeço. Desces-me as meias, uma de cada vez, e  sinto na pele a Tua mão coberta por uma superfície áspera. Adivinho que estejas a usar uma luva que nos tinha sido apresentada há pouco, revestida de pequenos bicos. Ao mesmo tempo sinto unhas a arranhar suavemente as minhas pernas e apercebo-me que há uma terceira pessoa a tocar-me... a Tua submissa. Foi ela que afinal me tirou as meias e me percorre as coxas com as suas longas unhas. 

Pegas na "roda da dor" e percorres-me com ela enquanto o Dono da casa, com a Tua permissão, me coloca pequenas molas no peito. A dor mistura-se com o prazer numa amalgama de emoções nunca antes sentida e perco-me no momento e no tempo, desejando nunca sair dali. O meu corpo absorve todas as sensações e transforma-as em puro deleite. Sei que é ali que quero estar e que é aquilo que há muito desejava e não sabia como alcançar. Os Teus olhos frios e duros foram aqueles que encontrei quando tirei a máscara e me deram o calor que procurava e abriram a porta para todo um novo mundo.

I like my body when...


i like my body when it is with your
body.  It is so quite new a thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body.  i like what it does,
i like its hows.  i like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss,  i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric fur, and what-is-it comes
over parting flesh… And eyes big love-crumbs,

and possibly i like the thrill

of under me you so quite new

E. E. Cummings

Oh... Hi!


I've been expecting you!

Secret craving

Sunday, January 22, 2012

Take me...


Do it to me, 
I wanna feel you touch my body.
Do it to me, 
grab me, take me,
make me your prize.

Thursday, January 12, 2012

Janet Jackson - Discipline


I misbehaved, done some things I know I shouldn't do
I touched myself even though you told me not to
You commanded me to wait for you
Ooh I tried, but I can smell you on my sheets
Taste you on my skin so vividly
Daddy, I disobeyed you now I want you to come punish me

I need some discipline tonight, don't hold back
I've been very bad, make me cry
Ooooh, daddy make me cry, babe
I need some discipline tonight
I've been very bad, make me cry
Ooooh, make me cry, oooh babe

I misbehaved, and my punishment should fit my crime
Tie me to something, take off my clothes
Daddy I want you to take your time
Ooh I'm scared
My heart is beating fast shiver as you grab my neck
It's better when I don't know what to expect

Did I upset you daddy? Take out your frustrations on me
Did I make you mad? Take out your frustrations on me
You be the teacher, I'll be the student
Tell me to do it and I will do it
You be the teacher, I'll be the student
Tell me to do it and I will do it

I need some discipline tonight, don't hold back
I've been very bad, make me cry
Ooooh, daddy make me cry, babe
I need some discipline tonight
I've been very bad, make me cry
Ooooh, make me cry, oooh babe

Take out your frustrations on me
Take out your frustrations on me
Take out your frustrations on me

Janet Jackson - Rope Burn


Mmm. . .my lips hurt
Mmm
Uhh
Oooh
Uhh-ooh
Ooh
Uhh
Ooh
Oh

Chorus:
(tie me)
Tie me up, tie me down
(make me moan real loud)
Make me moan real loud
(take off my clothes)
Take off my clothes
No one has to know
Whisperin I wanna feel a soft rope burn
(no one has to know)
Wanna feel a
Rope burn

When you walked into the room you knew just what to do
Ya coulda gone from door to door but you knew just where to go to
Come into my velvet room and tell me your fantasies
(tell me your fantasies)

The passion in your voice I wanna hear as you start to tell me
While you take the blindfold and tie it gently on me
Don't wanna see but feel the things you're gonna do to me
(wanna feel it)

Chorus

One in the mornin Im feelin so free and sensual
Lyin here wearin just my imagination for you
Sensation will do

Can you feel the warmth of the fire
Candlelight embrace your body
Im feelin the hot candle wax drippin down the small of my back

You wanna know what my tongue feels like?
Mmhmm
You like that?

Wednesday, January 11, 2012



Fantasio em ser surpreendida à saída do trabalho...

Vultos que se escondem nas sombras aproximam-se em silêncio. Olho em volta enquanto caminho apressadamente para o carro. Não vejo ninguém mas sinto um calafrio que me faz apressar o passo. Uma aragem nocturna faz restolhar as folhas e dou um pulo, assustada. Sem aviso, sou atirada contra o carro.  Não vejo quem me agarra, mas sou imediatamente algemada, amarrada, vendada. Tento debater-me, esperneio, tento gritar, apesar da mão firme que me agarra a boca. Uma voz pausada, firme, diz-me "Schhh... não queres que te magoe, pois não?". Fico estática. O meu lado racional diz-me que devo tentar escapar mas algo naquela voz me faz obedecer. 

Sou levada para local incerto, onde sou acorrentada a uma cruz. Aí, o meu "carcereiro", submete-me a um rigoroso interrogatório. Quando erro, quando falho na resposta esperada, sou devidamente castigada, humilhada e disciplinada. Floggers, cera, molas, a lâmina fria de uma navalha encostada à pele... tudo contribui para me deixar a escorrer tesão pelas coxas, apesar da dor. Uma mão que me aperta o pescoço enquanto outra me dá palmadas na cona. A cada impacto gemo de prazer e peço mais e mais.

Sou então desamarrada e forçada a ajoelhar, onde sou presenteada com o caralho do meu "abusador". Acolho-o na minha boca com sofreguidão e chupo-o com devoção. Sinto-o a crescer na minha boca, a pulsar, ouço o seu respirar entrecortado e tento ser a melhor puta que alguma vez o chupou. Ao mesmo tempo sinto outras mãos machucar-me as mamas, a apertar os mamilos e páro apreensiva. 

Ao parar enfureço o meu Dono... deita-me numa mesa, de barriga para cima, ainda vendada e de mãos amarradas, sinto-o a bofetear as minhas mamas que ardem de dor e prazer. Coloca-se de pernas abertas sobre mim e fode-me a boca, sufocando-me, por vezes, enquanto sinto uma língua húmida a invadir-me a cona. Apercebo-me que as mãos que me agarraram antes por trás são suaves, de mulher, a dona da língua que me fode deliciosamente e que me desconcentra enquanto tento sorver o caralho que me rebenta a boca. 

O orgasmo está iminente... o corpo contorce-se em convulsões de prazer, arqueio as ancas em direcção à boca da mulher que me lambe e com um grito rouco estremeço de prazer. Por momentos pareço perder os sentidos tal a intensidade do prazer, mas não me é permitido recuperar. Percebo que há uma troca de lugares e sinto encostada às minhas faces uma pele suave e perfumada, que identifico como sendo da mulher, que agora quer ver retribuído o "favor" e desce uma cona quente, húmida e palpitante sobre a minha boca, que devoro sofregamente, inspirada pelos gemidos que provoco. Sinto então algo a forçar a entrada na minha cona e gemo de prazer antecipado, que fica rapidamente suspenso ao sentir que não é o caralho do meu Dono que me fode, mas sim um dildo, empunhado pela mulher que eu lambo e que me esfrega raivosamente o clitoris. 

Nesse momento sinto um calafrio ao pensar onde estará o meu Dono, mas rapidamente acalmo ao ouvir a sua voz quente a aproximar-se. Ordena à mulher que saia de cima de mim e que mudemos de posição. Fico de 4, ela deita-se sob mim, com a cabeça entre as minhas pernas. Volta a introduzir o dildo na minha cona enquanto eu volto a mergulhar no mel que me atrai entre as pernas dela, quando sinto uma forte palmada nas nádegas que me faz encolher de dor. O meu Dono empurra-me a cabeça contra a cona dela, deixando-me quase sem ar, enquanto esfrega um, dois, três dedos na minha cona. Sinto então algo quente, duro, firme a forçar a entrada no meu cu. Apesar de receosa, estou desertinha por sentir aquele pau enterrado em mim. Sinto as suas mãos nas minhas ancas, a puxar-me contra ele, a forçar. Gemo de dor, um arrepio percorre-me o corpo, ele vê a minha pele arrepiada e sorri maliciosamente... e de uma só estocada enterra bem fundo aquele pau grosso e quente, e arranca-me um grito profundo.

Fode-me o cu com calma, pergunta-me se gosto, mas antes que eu possa responder, agarra-me pelo pescoço e rosna-me ao ouvido que, como puta que sou, só tenho que obedecer e não que gostar. Aumenta gradualmente o ritmo, debruça-se sobre mim e aperta-me os mamilos enquanto me chama de cadela vadia, sem vergonha. E é assim que me sinto... uma puta, uma cadela no cio que apenas quer ser usada e fodida de todas as maneiras. Ondas de prazer percorrem-me enquanto sinto o meu corpo a ser arrombado de forma tão deliciosa. 

Estou quase a vir-me, ele sente-o, e aperta-me o pescoço fazendo-me quase sufocar, tornando-o no mais intenso orgasmo que já tive. Sai de dentro de mim, ordena à mulher que retire o dildo, manda-me virar de barriga para cima, abre-me as pernas e observa-me de forma reprovadora dizendo "só uma puta ficaria assim aberta para o seu Dono" e de forma alternada vai enterrando o seu caralho na minha cona e cu, até que finalmente me retira a venda, para se vir na minha cara.


“I do not want to be the leader. I refuse to be the leader. I want to live darkly and richly in my femaleness. I want a man lying over me, always over me. His will, his pleasure, his desire, his life, his work, his sexuality the touchstone, the command, my pivot. I don’t mind working, holding my ground intellectually, artistically; but as a woman, oh, God, as a woman I want to be dominated. I don’t mind being told to stand on my own feet, not to cling, be all that I am capable of doing, but I am going to be pursued, fucked, possessed by the will of a male at his time, his bidding.”

"Eu não quero mandar. Eu me recuso a mandar. Quero viver obscuramente e ricamente minha feminilidade. Quero um homem deitado sobre mim, sempre sobre mim. A sua vontade, o seu prazer, o seu desejo, o seu modo, a sua sexualidade são a pedra basilar, o seu comando, o meu pivô. Não me importo de trabalhar, me auto sustentar intelectualmente, artisticamente; mas como mulher, oh meu Deus, como mulher quero ser dominada. Não ligo se me dizem para ser independente, andar pelos meus próprios pés, não me apegar a nada, ser tudo o que sou capaz de ser, mas eu vou ser caça, fodida, possuida pela vontade de um homem quando ele quiser e de acordo com suas ordens."

Anaïs Nin

Tuesday, January 10, 2012

Docemente pornográficos

EM FACE DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS
  Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
Que o nosso avô português ?

Oh! sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros,
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
Fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados
que o melhor é ser pornográfico.

Propõe isso a teu vizinho,
ao condutor do teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculos
e à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pornográficos ?

Carlos Drummond de Andrade